Alguns anos atrás, eu tive minha primeira experiência com o abuso espiritual.

Compelido a servir a Deus de uma maneira radical, eu saí da faculdade, desfiz das minhas posses e me mudei para a África, apenas para ser manipulado, controlado e enganado pelos líderes da organização missionária. 

Quando cheguei em casa, meu pastor me deu duas opções: Eu poderia mentir e inventar uma história mais agradável de se ouvir, ou eu poderia simplesmente manter a boca fechada. De qualquer maneira, eu estava proibido de contar a história real, dentro ou fora da igreja. 

A partir do momento em que eu passei a fazer parte da liderança na minha igreja, eu tenho notado um padrão com a nossa igreja. Nós nos tornamos uma espécie de triagem para aqueles que foram feridos por alguma igreja. Falando sério, no tempo que eu estive aqui, cerca de sete igrejas fecharam suas portas ou dividiram-se, deixando um rastro de desastre no meio do seu povo. Muitas dessas pessoas têm vindo a encontrar refúgio dentro das nossas quatro paredes. Elas vieram para sentar-se, lutar, chorar e encontrar a cura.